domingo, 3 de junho de 2012

To blog or not to blog?!




Caros leitores,

sabemos que o desenvolvimento tecnológico, aliado à facilitação do acesso ao computador torna cada vez mais fácil o acesso a informações oriundas das mais diversas origens. Diante disso, uma modalidade de publicação e acesso a essas informações que tem se popularizado cada vez mais através da ferramenta do blog. Mas você já se perguntou se realmente conhece a ferramenta em questão?

            Segundo informações extraídas do site Wikipedia, blog ou web log é um site cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos dos chamados artigos, ou posts. Estes são, em geral, organizados de forma cronológica inversa, tendo como foco a temática proposta do blog, podendo ser escritos por um número variável de pessoas, de acordo com a política do blog. A partir de então o autor publica na internet, rede mundial de computadores, e milhões de pessoas podem ter acesso ao posts publicados no mesmo.

            Os blogs tem se tornado muito populares entres os jovens, que os utilizam como diários virtuais, podendo compartilhar com seus amigos, conhecidos ou pessoas que nunca os viram na vida, suas experiências cotidianas ou conteúdos de seu interesse. Os leitores após efetuar a leitura podem realizar, então comentários e avaliações sobre os conteúdos publicados. No entanto, nem somente para entretenimento os blogs tem sido adotados.

            Atualmente, devido às novas exigências do mercado de trabalho o domínio da informática se apresenta como uma habilidade fundamental para o ingresso nos mais diversos campos profissionais. Sendo assim, a escola acaba sendo um ambiente que além de formar as pessoas em se tratando dos aspectos acadêmicos, acaba por se apresentar como uma porta de entrada do aluno para o “mundo virtual”. Neste sentido, os blogs tem sido amplamente utilizados como ferramentas de aprendizado pelos professores, que acabam tendo esta ferramenta como um grande aliado na realização de discussões, formulação de conceitos, enfim, no processo de construção do conhecimento. Além disso, partindo do princípio que o professor pode ter um contato quase que em tempo integral com seus alunos há a possibilidade de disponibilização de materiais que possam auxiliar os alunos em seus estudos, podendo propor também pesquisas complementares e novos temas que possam ser do interesse dos alunos.

            Ultimamente, o próprio blog tem se mostrado como uma verdadeira oportunidade profissional. Devido a visibilidade que alguns blogs tem adquirido ultimamente, vários blogueiros tem utilizado seus blogs, aliados geralmente a ferramentas de marketing e propaganda, como uma alternativa de ganhos monetários. Grandes marcas se mostram cada vez mais inclinadas a usar tal ferramenta como uma forma de divulgar seus produtos, considerando o grande fluxo de visitantes que os mesmos apresentam.

            Podemos perceber, diante disto, que o blog que para muitos é simplesmente uma forma de entretenimento, na verdade se apresenta com muitos outros significados e aplicações práticas.



Referências:



domingo, 6 de maio de 2012

Divisão das equipes - Trabalho sobre Idade Média.

Caros alunos do Colégio Ipiranga (7º ano),

segue através dessa postagem a organização das equipes formadas para a realização dos trabalhos em equipe.

7º Ano - A

Equipe 1 (Capítulo 1 - Unidade 2).

Ligia Caroline Gillet
Raphaela Lobo
Jade Rosa
Camila Pina
Artur Salheb
Paulo Lacerda
Bruno Uchoa
Antonio Couceiro
Vitor Davi Dias
Gabriela Cicalise


Equipe 2 (Capítulo 2 - Unidade 2).


Yasmim Silva
Lis Moura
Bruna Magalhães
Isabella Moura
Sandro Pinheiro Filho
Leonardo Nogueira
Ednilson Silva Filho
Gabriel Silva


Equipe 3 (Capítulo 3 - Unidade 2).


Ligia Maria Vieira
Mayelle Camelo
Beatriz Carvalho
Bruna Cunha
Davi Araujo
Nicholas Hosn
Rodrigo Aires
Hugo Morais
Lucas Maradei

7º ano B


Equipe 1 (Capítulo 1 - Unidade 2).


Enzo Silva
Maria Eduarda Sampaio
Isabella Lopes
Anna Catarina Moura
Nassin Agebane
João Pedro Almeida
Pedro Elias Ferreira
Vitor Soares
Matheus Vaz
Marcus Matheus Gomes

Equipe 2 (Capítulo 2 - Unidade 2).

Matheus Fernandes
Yasmin Franco
Danyelle Santos
Fernando Monteiro
Flávio Correa
Rafael Silva
Pietro Failache
Felipe Neves
Grécio Levi Grangense

Equipe 3 (Capítulo 3 - Unidade 2).

Pedro Fialho
Ana Clara Pereira
Joice Araujo
Breno Cunha
Vinicius Oliveira
Leonel Von Paumgartten
Luiz Guilherme Garcia
Tales Costa
André Costa

Preparem-se que na nossa próxima aula as coordenadas a respeito de prazos e objetivos serão discutidas em classe, com as respectivas turmas.

sábado, 24 de março de 2012

Reforma protestante e Contra reforma - Quadro comparativo.

Caros alunos,

inicialmente gostaria de me desculpar por não ter postado antes o material que tinha prometido a vocês, mas tive uma razão bastante significativa para isso. Como todos puderam ver na sexta-feira, eu estava bem doente. Pois bem, acabei piorando bastante e ao chegar em casa depois do trabalho, simplesmente apaguei e só acordei no sábado 24/03/2012, ainda passando muito mal, aliás como estou até agora.

Enfim, como havia firmado um compromisso com vocês (além do fato de vocês nada terem a ver com a minha doença) resolvi pegar o computador e postar um quadro comparativo com relação aos movimentos reformistas do século XVI e a Igreja Católica.
Espero que seja de grande ajuda.

Caso consiga, ainda hoje posto mais algumas informações referentes aos conteúdos do simulado de segunda-feira .


Forte abraço a todos.



MENTALIDADE E RELIGIOSIDADES: A Reforma Protestante
Ø  Definição: movimento religioso que rompeu com a autoridade da Igreja Católica, dando origem a novas religiões cristãs;
Ø  Quando: a partir do século XVI;
Ø  Onde: o movimento reformista teve mais força na ALEMANHA, SUÍÇA e INGLATERRA;
Ø  Antecedentes/Causas:
·         Corrupção do clero e afastamento de seus membros das concepções originais do cristianismo (humildade, fraternidade, caridade).
·         Venda de indulgências.
·         Venda de relíquias sagradas.
·         Venda de cargos no clero.
A Reforma Protestante
Ø  As idéias de Reforma não consistiam em novidades, vários grupos sociais pensavam em reforma: os Reis (luta contra o supra-nacionalismo do Papa); a Burguesia (luta contra o “preço justo” e a condenação do lucro), a Nobreza (a ambição pelas terras da Igreja), os Camponeses (a luta contra o feudalismo legitimado pela igreja), os Humanistas (críticos do clericalismo).
Ø  As condições de corrupção moral, luxo e o despotismo do Clero eram alvos de duras críticas. Movimentos como o de Wycliff e Huss (pré-reformadores) foram exemplos da insatisfação da sociedade com a situação do Cristianismo na Idade Média.
Lutero e Müntzer
Ø  Lutero, a partir de suas 95 Teses contra a venda de Indulgências iniciou um confronto com o Papado, que acabou resultando na fragmentação do cristianismo. Excomungado pelo papa Leão X (1520) por seus ensinos que ia de encontro a dogmas do catolicismo.
Ø  Lutero contou com o apoio de setores da nobreza alemã, que  via nesta situação uma oportunidade de se opor ao Imperador. Lutero era defensor da igreja sob a tutela do Estado, afirmava que a salvação era somente pela Fé, que os crentes poderiam chegar diretamente a Deus e o livre examinar das Escrituras.
                                                         
Anabatismo e revoltas camponesas na Alemanha
Ø  Thomas Münzer, tem sido alvo de muita contradição. Em termos concretos Munzer foi um dos líderes das revoltas camponesas de 1524. Suas idéias consistiam num misto de Milenarismo com Messianismo. Foi um crítico de Lutero devido a aliança do reformador com a nobreza alemã.
Ø  Muitos seguidores de Munzer eram anabatistas, reformadores radicais que defendiam modificações profundas na ordem feudal.

O Anglicanismo - ING:
Ø  Atrito entre o rei da Inglaterra e o papa.
Ø  Henrique VIII* (ING) X Clemente VII (Papa).
Ø  Negação do papa para o rei conseguir anulação de seu casamento com Catarina de Aragão para casar-se com Ana Bolena.
Ø  Interesse do rei em terras eclesiásticas.
Ø  Ato de Supremacia: Rei = chefe da Igreja na ING.
Ø  Terras da Igreja confiscadas e vendidas aos nobres (fortalecimento político do rei).
Ø  Culto e hierarquia semelhantes ao catolicismo.
Ø  Autoridade do papa não é aceita e latim é abolido dos cultos.
Ø  Fusão de elementos católicos com elementos calvinistas.
                                                  

O calvinismo e o capitalismo.
Ø  João Calvino foi sem dúvida o grande teólogo da Reforma, sua obra Instituição da Religião Cristã é uma síntese dos seus ensinos, fundamentados na crença na Soberania de Deus e na doutrina da Predestinação.
Ø  A doutrina Calvinista, afirmava que qualquer trabalho era fruto de uma vocação, que exercida com empenho, honestidade, sobriedade e determinação, seria santa e agradável a Deus.
Ø  A Ética Calvinista possibilitou aos calvinistas (Huguenotes, Puritanos, Presbiterianos) uma liberdade para trabalhar e lucrar que em muito se compatibilizou com estes aspectos práticos do capitalismo. Por essa razão o sociólogo alemão Max Weber defendeu a tese da relação do calvinismo com o capitalismo na sua obra clássica A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo.
                                                
IGREJA
LIVRO SAGRADO
SALVAÇÃO 
SACRA-MENTOS
RITO RELIGIOSO
ÁREAS
CATÓLICA
Bíblia
Interpretada pelos padres.
Fé e  boas obras
Sete: batismo, eucaristia, matrimonio, penitencia, ordem e extrema-unção.
Missa Solene
Uso do latim
Ibéricos, Itália, sul Alemanha, maior parte da França e Irlanda.
LUTERANA
Bíblia
Única fonte de fé.
Livre exame.
Dois: Batismo e Eucaristia
Culto simples
Uso língua nacional
Norte Alemanha, Escandinávia.
CALVINISTA
Bíblia
Única fonte de fé.
Livre exame.
Fé, predestinação e pela graça de Deus.
Dois: Batismo e Eucaristia
Culto simples
Uso língua nacional
Suíça, Holanda, parte França, Inglaterra e Escócia.
ANGLICANA
Bíblia
Interpretada pela igreja e livre exame.
Fé e pela graça de Deus
Dois: Batismo e Eucaristia
Culto forma católica, língua nacional.
Inglaterra.

A REFORMA CATÓLICA E SEUS INSTRUMENTOS NA EUROPA: INQUISIÇÃO E REPRESSÃO RELIGIOSA
A Contra Reforma ou Reforma Católica:
Ø  Medidas da Igreja Católica para conter o avanço protestante na Europa .
Ø  O Concílio de Trento (1545 – 63): reafirmação dos dogmas do catolicismo, criação de seminários e do catecismo, criação do INDEX, reativação dos Tribunais do Santo Ofício.
Ø  Companhia de Jesus (Inácio de Loyola - ESP): ordem dos jesuítas, busca de novos fiéis (América), educação e catequese.
Ø  Atingido pelas Reformas Protestantes, o Catolicismo buscou no “Concílio de Trento” (1545 - 1563) tanto medidas reformistas (ênfase no preparo do clero e repúdio ao comercio de Indulgências) quanto medidas de enfrentamento ao protestantismo como: criação da congregação do Índex (visando retomar o controle da mentalidade); a reestruturação do Tribunal do Santo Ofício (objetivando perseguir a heresia protestante); e o reconhecimento da Companhia de Jesus (jesuítas = inacianos) para repor a perda de grande parte de sua liderança.
A ORIGEM DA INQUISIÇÃO
Ø  A Inquisição foi criada pelo Papa Gregório IX em 20 de abril de 1233, e tinha o caráter de instituição judicial cujos objetivos eram localizar, processar e sentenciar pessoas culpadas de heresia. Os inquisidores pertenciam às ordens dos franciscanos e dominicanos, sendo nomeados diretamente pelo Papa.
Ø  Nos processos conduzidos pelos inquisidores, qualquer denúncia era considerada prova de culpabilidade, cabendo ao acusado provar que era inocente - ele também ficava incomunicável, preso por correntes, e tinha permissão para falar apenas com os agentes da Inquisição. Cabia ao próprio suspeito arcar com os custos de sua prisão.
                                                 
PRÁTICAS CONSIDERADA CRIMINOSAS
Ø  Espécie de versão eclesiástica da justiça civil, o Tribunal Inquisitorial vigiava inúmeros tipos de crimes: práticas judaicas, luteranas ou maometanas qualquer tipo de heresia, aí incluídas as blasfêmias e quebras de preceitos religiosos; feitiçarias e bruxarias; bigamia, costumes gentílicos (tais como andar nu, pintar o corpo e, particularmente, tatuar-se à moda dos índios); e sodomia.
Ø  As punições variavam: flagelações, penitências públicas, multas em dinheiro, confisco total ou parcial dos bens, degredo, trabalho forçado nas galés, prisão perpétua e condenação a morte por fogueira. Neste último caso o condenado era entregue às mãos do Tribunal secular, pois a Igreja se recusava a executar a sentença que ela própria prescrevera.
Ø  Quer seja para revigorar a fé, quer para redenção e alívio dos pecados, quer ainda para garantir a sua salvação e a proteção divina livrando-se da temível excomunhão, o homem colonial, diante do tom ameaçador dos editais de visita, não titubeavam em cumprir prontamente os ordenamentos prescritos naqueles termos.

sábado, 2 de julho de 2011

Quis custodiet ipsos custodes?

"Quem vigia os vigilantes?"

Essa frase atribuída a Juvenal, poeta romano do século IV d.C., trás a definição exata do que o autor George Orwell tenta nos mostrar em sua obra "Revolução dos Bichos" (Animal Farm, no original), uma crítica aos regimes totalitários. Essa obra escrita em 1944, transpõe as falhas presentes na aplicação do socialismo real, na União Soviética, aplicado pelo dirigente soviético Josef Stalin, para uma fazenda localizada no interior da Inglaterra.
                                    

Vocês devem estar se perguntando, "ah, mas será que é válida a opinião de um inglês sobre o regime soviético às vésperas da Guerra Fria?". Nesse caso é extremamente válido, sim. Considerando a história do autor que era adepto das ideias trotskistas e lutou ao lado das tropas de orientação comunista, durante a Guerra Civil Espanhola (lutou ao lado do POUM - Partido Operário de Unificação Marxista), é correto afirmar que a opinião de Orwell se apresenta de forma pouco tendenciosa. De fato, a crítica feita pelo autor se dá devido a sua insatisfação por conta das práticas realizadas pelo regime Stalinista, que divergiam da aplicação do socialismo científico.

(Guernica - Pablo Picasso)
                                                                          

Na obra, os animais da fazenda do sr. Jones se rebelam contra a exploração e os relativos maus tratos cometidos pelos homens, e a exploração a qual eram submetidos, representada através da alienação do fruto do seu trabalho. Diante disso, incitados pelas ideias do porco conhecido como Velho Major, devido ao intelecto superior apresentado pelos indivíduos da mesma espécie, os animais da fazendo resolvem se rebelar contra a dominação dos "seres que se apoiam em duas pernas" (humanos), sob a bandeira da igualdade entre os animais e a ruptura total e irrestrita de relações com os homens.

No entanto, com o passar do tempo, mesmo sem a intervenção dos seres humanos na fazenda percebe-se o surgimento de uma elite formada pelos porcos, perante os demais animais. Essa elitização, em um primeiro momento se mostra através de assuntos de pouca importância, como pequenas concessões em termos de alimentos, como leite e maçãs, em favor dos suínos, mas ao longo de pouco tempo a luta pelo poder se faz presente entre a própria "elite suína".

Os dois porcos que lideravam os animais, Bola-de-Neve e Napoleão, começam a divergir sobre os mais diversos assuntos, sendo a gota d'água a ideia proposta por Bola-de-Neve sobre a construção de um moinho que a longo prazo,supostamente, traria condições melhores de vida e uma jornada de trabalho reduzida a todos. No entanto, após um "golpe", Napoleão acaba por expulsar seu antigo companheiro, passando a impor sua vontade através da força, e posteriormente mudando as regras de acordo com sua conveniência, tornando inclusive a se reaproximar de seus antigos inimigos, os homens, e passando a adotar seu modo de vida, vindo a se "humanizar".
         
      "Qualquer semelhança não é mera concidência!"
Ao longo da obra, o mote principal adotado pelo autor é a formação de regimes totalitários, sendo suas características constantemente revisitadas, tal qual o culto ao líder, a manipulação de informações, e a imposição de uma elite burocrática através do uso da força, entre outras.

Leitura indicadíssima para quem tem interesse em compreender de maneira bem humorada como são formulados e aplicados, em linhas gerais, os regimes totalitários ao longo da história.